Maria Teresa Ramalhão da Silva Pereira
(13-10-1988 - 12-12-2005)
Biografia

A vida da Teresa aos olhos da mãe.

Era uma 5ª feira. Um dia muito chuvoso, com forte vento e frio, talvez por isso a Teresa não lhe apetecia vir cá para fora, o médico teve que fazer uma porta mais larga (cesariana) para sua excelência sair. Não, na verdade a Teresa tinha o cordão umbilical à volta da cinta, que não a deixava descer. Finalmente a Teresa nasceu, estávamos a 13 de Outubro 1988. Os católicos celebram, neste dia, a 2ª aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, por isso tive uma recepção especial de parabéns, por parte das irmãs da ordem da Trindade, onde a Teresa nasceu. Mal eu sabia o que me estava reservado 17 anos mais tarde.

A Teresa foi filha única, teve uma infância normal, rodeada sempre de muitos carinhos, com muitos primos (mais de 20 primos direitos) e desde pequena com uma relação especial com cães. Muitas vezes reclamava:

- Ó mãe, tu não me dás nem um gato, nem um cão, nem um irmão

A Teresa era esbelta e com muita força, não gatinhou e com 10 meses já andava. Para comer, em pequena, era uma peste, sendo o seu prato favorito as batatas fritas com salsichas. Desde cedo mostrou ser muito organizada, diria mesmo perfeccionista. A pintar não saía fora das linhas do desenho, se alguém ia lá para casa brincar com ela, os brinquedos saltavam todos cá para fora, mas não se deitava sem colocar tudo no sítio, até os puzzles eram separados cada um na sua caixa.

Viveu sempre com os pais, eu a Eduarda e o José.

Nos primeiros anos de vida a Teresa, durante o dia, ia para casa da Graçinda, a que todos chamam Ni, antiga empregada dos meus avós, que já faz parte da família, dado os anos que está com a nossa, sempre muito dedicada.

Aos 5 anos deu entrada no Colégio Luso-Francês e também na natação no Futebol Clube do Porto. Mais tarde os horários dos treinos da natação não permitiam conciliar com as aulas e as boleias e então saiu com 9 anos e começou a praticar atletismo, por sua opção. Mesmo treinando ao ar livre teve apenas as doenças próprias da idade, foi sempre muito saudável. O seu percurso de vida foi perfeitamente normal, de relações fáceis, brincalhona, destemida, diria mesmo arrojada, gostava de pôr nomes engraçados às pessoas, o Parafyta, Birgolyne, a Peruquinha, etc., fazia amigos sempre por onde passava, gostava de praticar desporto, o seu clube era o Porto, do qual era uma adepta ferrenha.

O seu sentido de responsabilidade era elevado e preocupava-se não desiludir, principalmente o pai, figura que ela respeitava e admirava em particular. Quando chegou ao 10º ano não sabia o que escolher, se a área de saúde se as artes, pois os testes psicotécnicos que fez no colégio indicavam ambas as possibilidades, acabou por optar por saúde. Mas essa decisão foi difícil, perturbou-a psicologicamente, achou-se incapaz de prosseguir com o sucesso que sempre tinha tido até aí, o tempo parecia-lhe curto, agravado pelos treinos diários que fazia e foi então que aos 15 anos a Teresa teve uma depressão, motivada pelo seu elevado sentido de responsabilidade, colocando sempre a fasquia alta, como era seu hábito. Mas com a ajuda de uns anti - depressivos venceu o ano com média de 17 valores, e no atletismo as medalhas foram as suficientes para a deixarem satisfeita, por isso o mau tempo parecia ter passado.

Férias de Verão, casa no Mindelo, muita praia e piscina, tudo à maneira.

Novo ano 2005, o terrível.

No início do ano apareceu na mão direita da Teresa um hematoma, que não doía, de reduzidas dimensões, que foi crescendo, até que o seu tamanho começou a perturbar a escrita. Vista pelos médicos do clube e outros, o diagnostico era uma lesão provocada por um lançamento durante o treino, ou algo parecido, não valorizaram. Passados um ou dois meses, o hematoma teimava em não desaparecer e sempre a crescer. A Teresa estava já com problemas de estômago, devido aos anti-inflamatórios que tomava, foi fazer, por sugestão do meu irmão Mário, uma ecografia à mão. Em Março, num domingo à noite, entrou no meu quarto e disse:

- Mãe, tenho nas axilas gânglios, o que será?

O meu corpo paralisou, e aproximei-me dela para confirmar, disse-lhe que fosse deitar-se que amanha via-se melhor o assunto, olhei para o relógio e vi que já era tarde para ligar para a minha irmã, por sinal madrinha da Teresa e médica, em hemoterapia, no IPO no Porto, mesmo assim liguei. Já não dormi essa noite.

A partir desse dia o frenesim de consultas, exames, médicos, enfermeiros, hospital, etc., foi constante. A Teresa, com apenas 16 anos, soube numa consulta de grupo de médicos, que tinha um cancro raro, de nome rabdomiossarcoma auveolar, que não podia se aproximar demasiado das pessoas, ou animais, nem frequentar locais com muita gente, tais como centros comerciais, cinemas, etc., o atletismo tinha que terminar e as aulas iríamos ver depois. Desatou a chorar, não era para menos.

O médico desde o início alertou a nós pais, para a gravidade da doença. Sugeriu que procurássemos apoio no estrangeiro, se pudéssemos em Boston ou em Londres e deu-nos os contactos dos hospitais. A Teresa foi internada no dia seguinte, no IPO do Porto, para de imediato começar a fazer quimioterapia.

O primeiro impacto a esta noticia foi terrível para todos, pensamos que é só aos outros que acontecem coisas más. Esta jovem, que raramente esteve doente, soube de um dia para o outro que a sua vida estava do avesso. Foi muito complicado para ela controlar tantas más notícias, carregadas de emoções negativas, que de forma rápida lhe chegavam, que nem davam tempo para ela se recompor.

A família e amigos não se cansaram em manifestar apoio tanto à Teresa como a nós, pais. O colégio, nos seus professores e funcionários, colocou-se inteiramente à disponibilidade da aluna, para o que fosse preciso e estivesse ao seu alcance. Os amigos também a acarinharam e deram-lhe força, mas a maior vinha do seu interior, estava na sua maneira de ser.

A Teresa foi a Londres ao hospital, que nos dava mais garantias em termos de conhecimento desta doença. Trouxe o tratamento que foi administrado no IPO, contudo, mais uma vez o diagnóstico da médica de Londres foi reservado. Voltava a Londres sempre que necessário para as consultas e aquando da operação, viagens que fazia sempre muito contrariada.

Começou a seguir à risca o tratamento, com entusiasmo e esperança, aceitou de forma muito positiva todas as alterações e adaptações do seu dia a dia. Logo se viram melhorias, até o hematoma desapareceu da mão. Mais uma vez, a sua força de vontade parecia vencer todos os obstáculos, transitou de ano com média de 17 valores, a doença parecia controlada, apenas o atletismo é que ficava para dias melhores, que se avizinhavam.

Em Outubro fez 17 anos, deu um jantar em casa, para os amigos que lhe eram mais queridos. Foi a despedida.

Depois de tanto sofrimento em silêncio, porque ela não era de se queixar, mas eu sei avaliar bem o que ela passou, o tratamento tinha terminado, pela altura do seu aniversário, era necessário proceder a nova avaliação médica, para certificar se o problema tinha, ou não, ficado resolvido. A Teresa continuava com o cancro.

Em Novembro era novamente internada para dar início a novo tratamento.

Adormeceu para sempre passado um mês, em casa, local que ela sempre adorou estar, no dia 12 de Dezembro 2005, numa 2ª feira cheia de sol.

A Teresa foi um exemplo de pessoa, como amiga, aluna, atleta...., uma filha que toda a mãe gostaria de ter...., sou privilegiada por isso.

 

 

Últimas Velas



Dedicatórias a todos os filhos
mmanuela

No caminho... Filha,hoje é o meu último dia na empresa Safira.É uma sensação muito estranha.Esta vida é muito ingrata.Sei que nada me pode fazer pior que a tua perda,mas já chega de tantos dissabores.Sinceramente estou cansado,isto dá que pensar.Por vezes acho que vou levar o barco a bom porto, mas por vezes... O avô Moreira lá se vai aguentando... Até Sião,filha! Vamos caminhando...
Pai

minha tete: hoje olhei para a tua FOTO aqui em casa e lembrei me de como eras e a falta que fazes. Hoje não é natal, não é dia festivo, é um dia apenas igual aos outros, em que sempre me lembro de ti Espero que tenhas gostado do meu boneco que te deixei. Sabes o que representa e o amor que está lá dentro do teu padrinho
padrinho

No caminho... Filha,fez ontem 5 anos que os teus irmãos estão connosco e hoje o Miguel faz 14 anos.Levou como prenda,um computador reciclado,alem do coro,composto pelos pais,ás 7h30 a cantar os parabéns.Estes indigenas,apesar da nossa tristeza,são a nossa alegria.Imagino muitas vezes,a tua presença no nosso meio e tenho a certeza de que irias gostar deles,digamos que são uns diamantes em bruto.Não sei algum dia os vamos conseguir lapidar,mas que são umas jóias preciosas lá isso são... Até Sião,descansa em paz! Vamos caminhando...
Pai

Teresinha, O avô Moreira está muito doente. Encontra-se hospitalizado há já alguns dias e as melhoras são muito poucas. O Natal lentamente vai perdendo o sabor e a alegria de outros tempos e não é por causa da crise, mas sim a ausência das pessoas. A festa está sem brilho. Descansa em paz minha filha, A tua mãe


Teresinha, Hoje sonhei contigo, mas não me lembro. Estive todo o dia a puxar pela cabeça, mas não consegui recordar-me o que foi. Chamei-me burra e estúpida não sei quantas vezes. Deve ter sido bom o sonho, porque acordei muito tranquila, serena, não sei explicar..., mas estou danada porque não me lembro de nada, nadinha, não há direito! Filha, vem ter comigo mais vezes, pode ser em sonho, já que não há outra maneira, mas deixa-me lembrar, não me deixes pendurada. Um beijinho grande da tua mãe
mãe

Para o Natal não quero nada de prendas, só quero uma escada bastante alta para poder ir abraçar quem partiu demasiado cedo, também necessito de por um anjo na minha árvore de Natal, porque já tenho um que me guia desde o céu. MUITAS SAUDADES TERESA Tia Sílvia


6 longos anos, por vezes dou por mim a desenhar na minha cabeça como serias hoje fininha , da ultima vez que te chamei fininha estavas em tua casa , dei um toque na tua cabeça com o lenço, estava a tentar dar-te animo, e tu olhas-te e sorriste , lembro prefeitamente esse dia. Mais um ano , um mes, um dia passou mas é com muita saudade que contamos os segundos desde a tua partida. Um xi-coração meu da Paula e do Diogo para os teus pais. Tio Manel
Tio Manel

“ Viverei enquanto te lembrares de mim” Está escrito sob uma fotografia da minha filha Teresinha, morreu faz hoje 6 anos. Não tenho dúvida, o que esta frase encerra é subscrito tanto pelas pessoas que acreditam na vida para além da morte, como também serve outras, mais cépticas, que põem em dúvida o místico encontro em Sião… A bela borboleta que esvoaça lá fora no jardim, ontem era uma lagarta a rastejar lentamente sobre a folha. A metamorfose deste pequeno ser vivo, todos a reconhecemos como válida, apesar de estranha, assemelha-se a muitas das nossas dúvidas e inquietações, para as quais nem sempre encontramos resposta evidente ou lógica. A meditação ocorre na mente, onde tudo é permitido, onde não existem obstáculos, nem barreiras que controlem, não existem amarras, nem setas a indicar o caminho certo. Através do pensamento tão depressa voamos num céu azul, infinitamente tranquilo, como de repente sentimo-nos arrastados pela saudade, andamos à deriva, perdemos o rumo e naufragamos. Esse é o alto preço de nos entregarmos a alguém, de nos darmos sem impormos condições, é a única e verdadeira prova de saber amar. “ Viverei enquanto te lembrares de mim” Quem não guarda com saudade, alguém que o marcou, pessoa que continua presente por tudo aquilo que foi nesta vida? Mesmo que a recordação faça doer, lá bem no fundo, as lágrimas turvem o olhar e deslizem pela face, quando pronunciamos o seu nome, ou lembramos o seu sorriso, recordamos a sua personalidade com as suas virtudes, não esquecendo também os seus defeitos, porque ninguém é perfeito…, recontamos histórias passadas, tomamos consciência dos imensos valores morais que nos ensinou…, sem receio e sem escolha, naufragamos uma vez mais e depois outra e outra... Ouvi, numa cerimónia religiosa, em que predominavam pessoas que sofreram grandes perdas, os seus filhos, uma definição interessante para estes seres especiais, que é a seguinte: “ Os que nunca partem são pessoas que nortearam os nossos dias, deram-lhes grande significado, deixando marcas profundas nas nossas vidas, não importa onde estejam, ou para onde foram, em nós de alguma forma viverão sempre.” “ A nossa vida só terá sentido, se um dia, alguém, não nos deixar partir.” A minha filha Teresinha viverá enquanto por aqui me for permitido caminhar. Irei mantê-la abraçada a mim, aquecendo-a contra o meu peito, irei aconchega-la sempre no colo, que nunca deixou. A tua mãe com muitas saudades
mãe

O calendário tem sempre as nuances da nossa alma. Quando se perde um filho, os dias 24 e 25 de Dezembro continuam a acontecer, mas apenas lembram um tempo em que havia Natal. Deixo um abraço bem apertadinho para os teus pais
Ana Granja

Teté Mais um dia triste, de um mês carregado do mesmo cinzento
Ana Granja

No caminho... Filha,faz hoje 6 anos que nos deixaste.Sinceramente não sei que dizer,faltam-me as palavras para descrever a tristeza que sinto por não te ter aqui.Estes dias não são cinzento escuro, são negros.Dizem que o tempo cura,pois eu não acho.Cada vez,o coração aperta mais... A árvore de Natal continua por fazer,as prendas continuam por não serem sorteadas... Até Sião,filha! Descansa em paz! vamos caminhando...
Pai

No caminho... Filha,hoje é o dia de aniversário do teu padrinho,como eu,faz 55 anos.Como sabes,sempre existiu uma grande cumplicidade entre mim e ele,diria antes, entre as nossas familias.Recordo-me como se fosse hoje,a festa que ele fez,quando fez 50 anos.Tinhamos combinado que a faríamos juntos mas entretanto tu partiste... O nosso Porto deu-nos ontem uma pequena alegria e ganhou o jogo contra o Shacktar. O teu padrinho deve estar radiante,maluco como ele é pelo club. O João continua zangado comigo... Filha,descansa em paz! Até Sião. Vamos caminhando...
Pai

No caminho... Filha,o nosso Porto perdeu com a Académica,para a Taça.Perdemos muito bem,os jogadores portaram-se muito mal,mas o treinador tambem não ficou muito bem na fotografia.Profissionais que ganham milhões têem que fazer muito mais,mas enfim quem sofre são sempre os mesmos,ou seja, os adeptos. Hoje estou muito zangado com o João... Não me queria despedir sem agradecer,as palavras exageradas do nosso amigo Fernando e dizer-lhe que faltam três mêses... Até Sião! Vamos caminhando...
Pai

Teresinha o teu Pai ( Grande Zé), faz hoje 55 anos, o que dizer a um homem, a um Pai como o teu, que tem sofrido imenso com a tua ausência, que te honra em tudo, no que faz, no que pensa, no que diz, etc. etc. Unicamente digo Obrigado Zé por seres meu amigo e por seres (porque o és de verdade um verdadeiro PAI) um exemplo a seguir por qualquer pai. Até sempre TÉTÉ
FERNANDO

No caminho... Filha,hoje é o dia do meu aniversário. 55 anos.É seguramente um dia como os outros.Com tristeza.Com saudades.Com nostalgia.Com sofrimento.Com pena de algumas pessoas que gravitam á nossa volta.Com ingratidão. Tété, descansa em paz! Vamos caminhando...
Pai

No caminho... Filha,o teu irmâo João fez ontem 15 anos.Além dos beijos que levou dos pais,quando ainda estava a dormir,levou como prenda de anos,umas calças de ganga.Calças estas,que foram trocadas pela mãe várias vezes.A única coisa que exigiu pelo aniversário que fazia, era que a mãe fizesse esparaguete á Bolonhesa para o jantar. Jantar esse,partilhado com o irmão Miguel e com o amigo Zé Pedro. Hoje,dia 13,o teu avô paterno e teu primo Zé Guilherme fazem anos.O teu avô faz 81 e o teu primo 20(penso eu).É muito estranha esta sensação...sem ti. Até Sião filha! Vamos caminhando...
Pai

Teresinha, minha filha, Esta mensagem nem todas as pessoas vão entender, vai ser só para alguns. "O teu passeio florido continua intacto, nem o mau tempo de ontem o danificou." a tua mãe com saudades
eduarda

Teté, Desculpa, nós (eu, tia Clarisse, a Sissi e o tio Abel)ontem não te termos escrito nada, mas eu o nosso computador ficou em casa de uma amiga minha. Nós não te fomos visitar, porque não conseguimos como tu sabes, mas estamos ansiosos por o fazer. Como tu sabes esta mensagem está a ser muito dura escrever,por dois motivos muito importantes: 1º-Por não estar a dize-lo por telefone (já nem digo cara cara, porque foram raras as situações em que pude fase-lo); 2º- porque estou cheias de saudades tuas!!!! Apesar de não te puder ir visitar muitas vezes sabes que te amo muito!!!! E desculpa-me se nunca te tinha dito isto antes... Muitos Parabéns!!!!! Adoramos-te!!!!! Beijinhos.
Prima Carolina, Tia Clarisse, Sissi e Tio Abel

13 De Outubro de 2011 Minha querida filha, Continuo a adormecer e acordar a pensar em ti. Hoje, dia do teu aniversário recordei, mais uma vez, o ritual matinal deste dia tão especial. A cantoria dos parabéns em coro formado por mim e teu pai, tu a fazeres pouco, o presente tinha que ser surpresa e a tua curiosidade, a alegria do teu rosto, com o teu famoso sorriso rasgado e o abraço apertado e comovente com que tu nos correspondias. Momentos que fazem parte do passado, marcas tatuadas na minha memória, impossíveis de deixar partir, doença crónica, ferida que faz doer lá bem no fundo. Levantei-me e desci, ainda emocionada, para preparar o pequeno-almoço para os teus irmãos, que se arranjavam para ir para o colégio. O Miguel chegou à cozinha disse: - Bom dia mãe. Agarra-se a mim e dá-me um abraço tão apertado, tão aconchegante, tão carinhoso, tão sentido, como só um filho sabe dar, deixou-me sem palavras, adorei o gesto, apenas disse balbuciando: - Obrigada. Teresinha, percebes bem o que senti, felizmente tivemos muitos momentos em que as palavras foram insuficientes. Muitas saudades a tua mãe
eduarda
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