Últimas Velas
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Maria de Fátima Soares Correia de seu nome de nascimento, nasceu um Moçambique – Maputo (ex-Lourenço Marques) filha de Maria Elza Soares Correia e de Gilberto José Correia. Teve 3 irmãos, a Teresa, o Rui e o benjamim da família, o Jorge.
Filha de uma família profundamente católica, a Fátima (Fatinha como era conhecida), foi baptizada em 8 de Outubro de 1961, na Paróquia de S. José – Lourenço Marques, conforme consta na folha 728 do Livro do seu assento de baptismo.
Em 1965 com 5 anos a família segue para Inhambane, cidade a cerca de 500 km a norte da cidade de Maputo, "Terra da Boa Gente"! como assim a designaram. Só podia ser !!
Por força das regras impostas durante o período da descolonização, em 1976 é-lhe conferida, definitivamente, a nacionalidade Portuguesa, perdendo por isso mesmo a sua nacionalidade Moçambicana que passou a ter após a independência do seu País de nascimento.
Vinda para Portugal onde prosseguiu os seus estudos, casou em Dezembro de 1981 com Rui César B. R. do Nascimento de quem teve 2 filhos, o Ricardo e a Sara.
Generosa, Sacrificada e Honesta são alguns dos adjectivos que melhor lhe assentavam e que pautaram toda a sua vida. Foi uma lutadora que sempre acreditou no sucesso dos projectos em que se envolveu.
Depois de se licenciar em História, fez da “Documentação e Informação” o centro da sua actividade profissional onde, ao longo da sua curta carreira, participou em mais de 50 Acções de Formação, Colóquios e Congressos na sua área de actividade. Líder por consensos, empenhou-se em inúmeros projectos sociais o qual teve mais visibilidade a escola profissional que ajudou a formar – a Escola Técnica Psicossocial de Lisboa, hoje pertencente à Associação Percursos e que, imediatamente antes do seu falecimento, lhe dedicou um editorial do seu Boletim “Os nossos PERCURSOS” – 5ª edição de 6 de Maio de 2005.
Terminou a sua carreira chefiando o Centro de Documentação e Informação do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), área de intervenção onde deixou muita gente amiga.
Dedicamos-lhe 2 músicas muito especiais. A primeira que obviamente não foi escrita para ela mas que nos revemos enquanto sua família mais chegada e a segunda por ser uma ouvinte apaixonada da música de Maria Bethânia.
As geribérias eram as suas flores de eleição.
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